visitante(s) soprando palavras ao vento




30.12.05

Fim de Ano
( Em Interpretação de Notícia de Jornal )


Com um veludo negro dissimulei a razão,
Com um uivo apaguei minha inclinação para o celeste
Enquanto a lua nua e redonda
Levantava as ondas tingindo o mar de prata solitário.

Mas antes de partir voltei o rosto árido
E toquei a areia, acariciei as rosas,
E disse que era o defensor essencial dos rostos pálidos,
Dos anos não nascidos,
E que só de claridade viveria o homem à luz prata.

Depois...,
Os dias fecharam:
Ao mar me dei.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:31 PM
 


28.12.05

Passagens

Sempre com alguma paixão,
Ainda que com alguma contenção,
Fui sempre a mesma
Devoção aos amores diferentes
Que me tiveram sem eu tê-los.

Ele passou por mim,
Mas eu não por ele.
Todos passaram por mim,
Me atropelaram, cansaram-se e se foram,
E eu não passei por nenhum.

O vento sopra as lembranças
E apaga o que se escreveu na areia.
Só as estrelas,
De vida e indiferença maiores que a nossa eternidade
Nas noites que se estendem
Feito véu negro pontilhado de jóias sobre a nossas cabeças,
É que têm vida e a permanência não levada:

Brilham frias e não amam.

Que falta me faz beijos falsos
No pescoço,
E os verdadeiros também?

Soei na vida como uma nota desafinada.
Ninguém
Afinou ou tocou a melodia dos soluços
Pingados de menina em mulher vivida,
E... as notas perderam-se
Em corpo entregue aos eles que foram
E a ele que foi;
Entregue com a alma jamais tocada.

Todas as concessões e entregas inúteis,
Perderam-se
Apagadas à onda,
Sopradas a vento,
Arrancadas do diário,
Naufragadas em coração batido à rocha.

Gastei meu coração errante
Que ao pó talvez retorne,
O que sobrou de restante
É melodia sem notas tocadas à vida
Férrea e ferroada.

O último sopro da lembrança do ele
Que viu-me, tocou-me, usou-me
E não notou-me
É o silêncio da solidão petrificada.

Vou às festas de início de verão
Vendo se a verão,
A máscara posta da luz que brilhava sobre meu semblante
Passando em meio as sorrisos indiferenciáveis.

Na madrugada
Virada
O vento apaga a vela cintilante sobre o piano.
Passa o ano
E explodem brilhantes os fogos no céu de brilho efêmero
Tal qual as paixões levadas.

Era metálico o frio daquela da manhã
De inverno em verão perdido.


Poema de: Francine Maria Reis.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:31 AM
 


27.12.05

O Mestre de Chá e o Samurai

Certa vez, um mestre de chá percorria o mercado e sem querer esbarrou em um samurai, que de imediato exigiu retratação pelo "insulto" recebido, na forma de um duelo mortal.
O mestre em questão, que não tinha nenhuma experiência no manejo de espadas, nem sequer pôde recusar; apenas pediu algumas horas para cuidar das suas obrigações, antes do duelo, no que foi atendido.
Assim decidido, o mestre, naquele dia, terminou as suas atividades mais cedo e foi visitar o famoso espadachim Miyamoto Musashi, e expondo a ele o que se passara e a sua complicada situação pediu-lhe que o ensinasse a se comportar, para que pudesse morrer com honra.
Miyamoto comentou que de fato aquele era um pedido pouco comum, mas prometeu ajudá-lo no que fosse possível. Observando o pequeno homem, notou que suas maneiras comedidas expressavam gentileza e educação, o que o levou a perguntar qual a arte que porventura praticava. O mestre respondeu que servia chá, e Miyamoto pediu animadamente que lhe servisse chá.
o mestre, de pronto, tirou seus utensílios da mochila e, com extrema concentração, iniciou a cerimônia do chá, de maneira compenetrada e repousante, e, com uma postura de impressionante e profunda serenidade serviu a Miyamoto o seu chá. Entretanto, chamou a atenção do espadachim que alguém, a poucas horas de sua morte, pudesse estar tão liberto de pensamentos, de ansiedade e medo a ponto de proporcionar um momento tão singelo e pleno de beleza.
"Vejo que não preciso ensiná-lo a morrer bem, mas vou lhe dizer como melhor agir e é bem provável que tudo isso termine em uma dupla morte".
O mestre de chá agradeceu-lhe com reverência, e com a mesma serenidade e o mesmo cuidado do início guardou seus utensílios e se foi.
Chegando ao local combinado para o duelo, viu o samurai impaciente e ancioso. Com delicadeza, colocou no chão os seus utensílios, como se fosse pegá-los novamente dali a pouco. Seguindo as intruções de Miyamoto, fez uma reverência ao samurai, com a mesma calma que fazia ao iniciar a sua cerimônia do chá, em seguida empunhou a espada com um pensamento único: golpear o samurai!
Então, com a espada levantada e extremamente concentrado, o homenzinho espantado viu o samurai espadachim perplexo, com um misto de medo e respeito pelo que via, não um homem pequeno e frágil, mas um adversário invensível que vencera o medo da morte. Nessa mesma visão, sob os raios do entardecer, vislumbrou nas trevas que se aproximava a sombra da sua própria morte pela espada.
Por um momento hesitou, mas logo em seguida baixou a espada, e humilde pediu desculpas ao mestre de chá, que veio a ser o seu próprio mestre na arte de morrer sem medo.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:14 AM
 


23.12.05

Poema coletivo da comunidade "Ana Maria Ramiro" de poetas do Orkut, da qual participo. Ficou interessante, espero que gostem. Um abração e ótimo Natal pra todo mundo.



No oitavo dia,
tomou coragem e se decalou
Não contou sobre mares,
nem sobre glórias povoadas
de pavadas, não brilhou tecno
color, nem tampouco ateou fogo
em sexos ou colos,
cervicais sem eletro choques.
Permaneceu vivo,
alimentado de vazios e poentes,
auto-riso engessado
(décadas de dentes)
No oitavo dia des
cansou de fazer nada
e resoluto,ergueu as mangas
dos pijamas.

mas antes disso
no sétimo
gritava andares
pelas asas do mundo
num destemido
profundo de solidão
ia saltar cenas
arremessar dezenas
de afetos
voaria finalmente

nem era de azul
o sexto dia
havia uns rabiscos de sul
e gelo
duas doses de mar
e guizos no tornozelo

na quintessência
do quinto dia
vibrou com um primeiro
vibrato, criativo
não-silêncio

O quarto era preocupante,
era a continuidade
de uma criação constante,
que não poderia tornar-se o vício
de um teimoso e insistente início.

No terceiro dia
Uni e Verso dançaram,
O Universo rodou,
Ying e Yang casaram,
Um deus dormiu, sonhou,
não mais acordou.

Veio, então, o segundo.

O Tudo começou,
palavras definindo o Todo:
dia, noite, luz, escuridão...
a água, o fogo, o lodo imundo
e assim foi se formando o mundo
com suas criações.


A Criação se fez, trazendo o medo,
a mentira e o segredo,
fazendo de todos pó,
trazendo o sofrer, a perda e o adeus.
Levou o soberano sossego,
da Palavra que era uma só.
Sem tantos versos tristes,
como os meus...

Quando o primeiro dia era o Princípio,
e o Princípio era o Verbo,
e este Verbo era apenas Deus

(dentro dele mesmo)

-----------------------------------------
AUTORES:
ANA MARIA RAMIRO
BETO MIBIELLI
CHARLES SILVA
MARCELO MARKS
FRANCISCO MAXIMIANO

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:37 AM
 


20.12.05

Doce de Você

Doce
Saudade de você.
Poderia dizer:
"Saudadi du cê",
Brincalhão só pra você,
Sobre a minha saudade
Doce de você.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:23 AM
 


14.12.05

JÁ NÃO É o outono das secas folhas e um renascer de renasceres.
Já não é o inverno de vinhos,
Ou a primavera de ventos róseos e úmidos
Num ter verde bem verde onde há verde
E andar descalça, pisando o dia;
A primavera de desabrocharem meninas
E nascerem mulheres em flores líricas como eu
Regadas a piano.

No sopro quente
Que me sopra vivente o verão,
Verão talvez que sou ( ou fui )
As notas de Mozart levadas sopradas
Com vento à janela
De tarde singela
E que permanece enquanto as lágrimas correm
Tristes.

Verão escaldante quem sou,
E o que sou vou ser.
Viram, mas ele não viu
O vestido de neve
Gélido que cobria-me o calor
Do Sol que acontecia à noite de verão.
Então o sopro quente da fera,
Não sem uma marcha fúnebre em meia luz
- Um réquiem de comoção -
Pus no ataúde que se chama coração.
Fechei-o mudo numa canção sem letra
Despencada sobre os teclados gelados
Numa tardinha de verão.

Poema de: Francine Maria Reis




Estrelas

Quando o coração está partido
Só nos restam o céu, suas estrelas...
E nossas lágrimas.

Quando a solidão se faz presente
Só nos restam o céu, suas estrelas...
E nossas dores.

Quando a falta de esperança mora em nossa alma
Só nos restam o céu, suas estrelas...
E nosso desespero.

Ainda assim o céu, suas estrelas estão sempre lá.
E para o céu aqueles que sabem voar.

Num momento de calma...
Num sonho...
Numa palavra...
Na página de um livro...
São dadas estrelas

As estrelas estão sempre lá.
E para o céu aqueles que sabem voar.

Poema de: Juliana Prati Macedônio de Sá ( aluna, amiga e fã da Francine )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 11:54 AM
 


13.12.05

"E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa."

Antonie de Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe"

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:09 AM
 


12.12.05

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Poema de: Fernando Pessoa


Um Mal Aprendiz de Poeta(?)

Rimar e amar,
severamente não
são artes minhas.
Horríveis são estas linhas.
Minh'alma é sem calma.
Calma minha alma, calma.
Calma alma sem calma.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:27 PM
 


7.12.05

QUE TAL aproveitar o dia?
Capinar o jardim do diem,
Abraçar um amigo,
Jogar conversas fora,
Bobas como versos de poeta,
Ou ficar pendurada ao telefone
Fazendo confidência pra aquela amiga íntima
Do rapaz que te deixou caidíssima
E lhe fez um ciclone de redemoinhos ventantes no teto
E no peito batento feito tambores dessinclonizados.
Ciclone
Bravo e brando,
Que forte sopra feito brisa
E te faz sonhar que ao teu cabelo alisa
Para recriar o eterno canto
Que desde quando é quando
O ciclo se concretiza?

Que tal aproveitar o dia,
Ou o fim dele, e fazer um surpresa,
De dar alegria,
Para quem ama e se deseja?

Que tal vinho tinto,
Macarronada e luz de velas postos à mesa,
E devagar dizer o entalado que não graceja?

Quem sabe prosear,
Num passear real e onírico,
E depois sair pra namorar
E dar beijos líricos?

Que tal,
Jurar pra sempre ser leal
E aproveitamo-nos até o fim?
Sim,
Até a última gota a borda do cálice...
Devagar.

Que tal aproveitar
Pra ligar
Para quem te ama,
Se ama ou te chama,
Para quem está longe e tão perto?
E se te perguntares "por que ligastes?",
Digas apenas,
Nas tardes ou nas noites serenas,
"Liguei porque te ligo",
Porque te importas
Para dizeres que ama:
O só isso que é muito.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva




NO DOMINGO ou num dia qualquer
De gente muito certa, quieta e fiel,
Ir à missa para rir a valer da santíssima seriedade
E do deboche em gargalhadas celestiais
Que todos os santos nos altares fazem de todas as coisas sérias,
Incluindo seus santos fiéis que são,
No insincero e direitoso ser santo e fiel,
E daquele homem casto de veste hilária que conduz a missa:

Isso só pode ser humor.

Os deuses e santos,
Se são deuses e santos, têm de ter humor,
E um perfeito senso de humor por debaixo dos seu mantos
Onde riem e debocham das promessas
Proseando o que acham
Como num conto de Machado

( Piedoso por fora na catedral
Enquanto rio por dentro
Dos atos de louvor sincero,
Viro a cabeça:
O casal lá no fundo dá um amaço,
E não deixo de achar interessantes belas donas
Ajoelhadas de largos quadris em vestes apertadas ).

Os deuses gostam de gracejos:
Parece que mesmo em cerimônias religiosas
Não deixam de rir.


Poema de: Frank Leber - heterônimo ( a última estrofe, em itálico, é de Friedrich Nietzsche ).

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:51 AM
 


6.12.05

Sol só

Se eu fosse Sol,
Todos os meus raios
Divergentes convergeriam em você;
E então
- Mas só no talvez possa pensar assim -
Acho que não seria só.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:54 AM
 

Versos Livres

É POR não dominar nenhum
Que encanta-se
E hipnotiza-se
Todos...

Os versos.


Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:44 AM
 


5.12.05

Quero saber

Eu não quero saber seu nome
Nem a sua idade.

Quero saber se você é fiel à suas idéias,
Ao que acredita como certo,
Mesmo que as pessoas a sua volta
Pensem de maneira diferente.

Quero saber se você é capaz de amar alguém,
Pelo resto de sua vida,
Mesmo que essa pessoa
Não seja exatamente como você imaginou.

Quero saber se quando comete um erro
É capaz de assumir,
Sem culpar as pessoas
Que estão a sua volta.

Quero saber se é capaz de olhar para as coisas ruins do mundo
E fazer alguma coisa para mudá-las.

Quero saber se é capaz de olhar para as coisas boas do mundo
E se maravilhar como uma criança.

Poema de: Juliana Prati Macedônio ( minha aluna e grande amiga )


Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:28 AM
 


1.12.05

COMO UMA CRIANÇA antes ensinarem a ser grande,
Procuro ser verdadeiro e leal ao que vejo, ouço e sinto:
Verdadeiro e leal ao que há em mim,
E o que há mim são minhas impressões das coisas e do mundo,
Junto com os meus sentimentos.
Toda a razão não passa
Apenas de uma outra forma
De Emoção;
Sentir é ser os pensamentos
E pensar é ter os sentimentos
Presentes.
Eu sou sincero ao eu,
Seja lá qual ilusão for Eu,
E isto me satisfaz na medida que se vive com o quem se basta;
E nisto, ao meu simples e sincero eu,
Consiste a sabedoria
Ainda que sempre a busquemos.
Eu me apaixono, vejo, ouço, penso e sinto,
E por isso causo
Talvez alguma impressão,
Que quem sabe será maior e menos durável que meus versos não impressos...
E tão imprecisos.

Quando eu morrer irei
Para onde se sonha sem saber que todos vão;
Quando eu morrer...
Acho que rirei
Gargalhadas convulsas dum morto bobo alegre
Que não estará muito disposto a ser um defunto autor:
Pobre Brás Cubas!,
Meu defunto não sou eu,
E nem será.
Quando eu morrer talvez nasça novemente,
Só que duma outra forma,
Que talvez, na expressão séria que tenho,
Seja alegre, risonha, brilhante, e possa voar levemente
Mais fácil do que a pluma voa.
Quando eu morrer digam que agradeço ao coveiro
E que já antecipadamente lhe presto uma humangem em verso
Ao suor derramado ao cavar a casa da última morada dos meus ossos.
Não me importo se ele seja experiente,
Acostumado ou não:
Seria divertido uma piada contada eu meu túmulo,
Mas talvez o riso botasse gente prá correr.
Enfim,
Digam ao meu coveiro, que lhe agradeço,
Não lhe peço pressa,
Mas fasso questão que esteja disposto e de bom humor.

Se meu versos sobrevirarão a mim,
Disso pouco me importará quando não tiver mais com que me importar.
Se serão eternos,
Isto é problema daqueles estiverem por aqui
Achando-os ternos ou não.

Talvez seja eu mais sentimento que razão;
Mas por que não se terá razão nisso?

Se a morte é coisa feia,
Para muitos a vida não menos:
Então façamos dela coisa bonita e gostosa
Da qual nos labuzemos feito chocolate derretido em dia quente;
E que aproveite-mos bem o recreio determinado de duração indeterminada
Que por aqui brincamos
Ou, por escolha,
Nos encolhemos num canto do banquinho do pátio da escola vida.
Se a vida é bela,
Então ela pode ser feia também,
E isto é o mesmo que digo da morte:
Se querem me desejar uma boa vida,
Me desejem uma morte boa também.

Quem sabe quando eu ficar velhinho
Possa sorrir para Deus e dizer:
"Espera aí, já estou indo!"
E Ele responder brincalhão:
"Vê se anda logo!"

Se é bonito?
Ora!, sou apenas sincero;
E quando eu me for,
Digam que procurei
Ser sincero aos meus sentimentos
E pensamentos.

Se é bonito?
O belo está em nossos olhos.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva ( de certa forma, dedicado a minha avó ).

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:10 AM
 
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